Atenção!

Informamos que desde o ínicio de 2015:

- não recebemos nenhum tipo de ajuda vinda de familiares;
- nenhum familiar do Ratinho (excluindo pai e mãe) empresta, oferece ou sob outras formas, dinheiro ou bens materiais para ajudas relacionados com o Ratinho ou outros;
- nunca nos encontrariamos na situação actual se não fosse a maldade de determinados membros de familia que têm vergonha de ter uma criança deficiente como familiar;
- que eu, mãe, fui sujeita aos mais diversos tipos de abusos para manter o meu filho seguro e dar-lhe a melhor qualidade de vida possível

Quem disser o contrário, está a mentir.

Monday, January 3, 2011

E se...

Normalmente as crianças adoram ter prendas, caras ou não. Recentemente uma menina que conheço queria, como prenda de natal, um Iphone (eu também quero...pedir nao custa, não é?) e não percebia que isso não era uma prenda para a sua idade, entre outras tantas razões contra tal prenda.
Os filhos querem sempre algo: os ténis, a garagem xpto, a casa da barbie (pessoalmente sempre quis a barbie divorciada: só pediamos a boneca e ela já trazia como acessórios o carro do Ken, a casa do Ken, o barbecue do Ken...), o telemovel, a roupa, o computador, a maquina fotográfica, a playstation, os playmobil, os legos...sei lá. Os filhos pedem e, com sorte e muito esforço dos pais por vezes, têm o que pedem e por vezes não merecem nem entendem o valor monetário da prenda. Mas, apesar de terem todos os caprichos satisfeitos, continuam mal humorados, zangados com o mundo, mal educados...e ninguém percebe porquê.
Mas será que o que lhes falta não serão bons momentos com os pais e não objectos dispendiosos e por vezes inuteis, que perdem o interesse passado 2h?
Sei que as raparigas de 15 anos com as suas pulseiras pandora cheias de contas, calças da salsa e tenis da allstar ou sketchers querem é ver os pais á distância e o cartão multibanco recheado. Mas de quem partiu essa consumismo, essa necessidade de colmatar o vazio interior com objectos palpáveis? Contra mim falo, pois namoro "n" coisas...e como as gostaria de ter. Mas também sei que não são essas coisas que me vão fazer feliz...sinceramente não sei se a felicidade que procuro alguma vez a encontrarei.

Tudo isto para perguntar se em vez de trabalhar tanto para "colmatar as exigências" do Ratinho lindo, será que era melhor passar mais tempo com ele, visto que mais tarde ou mais cedo ele vai partir e nada irá mudar esse facto? Obviamente aqui não está em causa mais uma consola ou mais uns sapatos. Sinto-me culpada por não passar mais tempo com o Ratinho, por falhar terapias e consultas, por não estar presente para ele, por não ser eu que o visto de manhã, por estar demasiado exausta quando chego a casa, por...por...e um dia tenho pavor de olhar para trás e chegar á conclusão de que nada valeu a pena e ficar "cucu" ou pura e simplesmente viver com o peso do tempo que não estive com ele aos ombros.

E se o Ratinho partisse amanhã...hoje não estive na sua terapia, não o levei á escolinha, não o vesti de manhã, não lhe dei a sopa, não lhe mudei nenhuma fralda, ainda nem lhe dei um beijo...

3 comments:

  1. E se... mas, na verdade não há ninguém que ame o ratinho mais do que a mãe, e que seria capaz de vender a alma por ele. Força.
    (de uma mãe que também, por vezes, sente essa angústia)

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  2. Acho que todas sentimos essa angústia, mesmo sendo mães de filhos saudáveis... mas, se por outro lado não trabalhasses para lhe poderes dar tudo o que ele precisa, também irias ficar com pesos na consciência, se calhar maiores! Tu fazes tudo o que podes e o que não podes, estás com ele todos os minutos disponíveis. Não te martirizes.
    Um beijinho grande:)

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  3. pat ja disse varias vezes que apesar de seres uma super-mae nao és super mulher e nao podes estar em todo o lado ao mesmo tempo. estás a dar o melhor de ti ao teu filho e nunca duvides disso.
    um beijinho muito grande e força!

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